Alumni Around the World

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Abaixo poderá encontrar os testemunhos dos alumni da Iscte Business School acerca da sua experiência no mercado de trabalho internacional. Fique a conhecer as funções que desempenham, os desafios que enfrentaram e as recomendações para todos os que desejam seguir uma carreira internacional!

André Vicente | Brazil
  • CEO, Adecco Group
  • São Paulo, Brasil
  • Licenciatura em Economia (2007)

O Grupo Adecco é o grupo líder mundial em serviços de Recursos Humanos, empresa em 397º na revista “Fortune 500” (maiores empresas do mundo) e considerada em 2019 pelo Great Place to Work como o 2º melhor lugar para trabalhar na Europa. Volume de negócios mundial de Eur 24Bi com várias marcas no mercado em todos os serviços de RH.

Quando saí do ISCTE, comecei a trabalhar na Adecco em 2007 numa agência em Lisboa na Expo e nos últimos 13 anos, passei por várias posições: comecei como Líder de equipe (um ano e meio), a Diretor de Agência (ano e meio), Key Account Manager (um ano), National Account Manager (dois anos), Manager de unidade BPO (dois anos) e fui colocado em  São Paulo como Diretor do Departamento Internacional para América Latina (dois anos) de 9 países (do México para baixo), depois Diretor Executivo  no Brasil (dois anos), e atualmente estou como CEO do grupo no Brasil desde o ano passado. Fui eleito o CEO mais jovem de sempre do grupo com 34 anos.

De um ponto de vista pessoal que foi fundamental, sempre tive experiências fora do país. Morei em Cabo Verde quando era pequeno e fiz Erasmus em Budapeste. As experiencias pessoais, são muito importantes na formação de quem somos e do que queremos.

No contexto profissional, só posso agradecer e devolver o que me tem sido proporcionado à empresa, já que desde que entrei na Adecco, apaixonei-me pela cultura, negócio e propósito, e sempre me foi dada a oportunidade de aprender, fazer o que gostava, ser reconhecido, ter novas oportunidades e desafios, ás vezes anualmente, e continuadamente ir aprendendo. A partir do momento em que entramos numa multinacional com uma grande estrutura é que a possibilidade de migrar se torna real, e para mim sempre foi algo que muito me motivou, as oportunidades aparecem e no meu caso, surgiu a oportunidade de América Latina e desde então estou aqui, no Brasil.

A formação em Economia na Iscte Business School por ser bem plural em termos de ciências, permitiu-me conseguir ter uma visão bem ampla dos caminhos a seguir. Por exemplo, a paixão por RH mesmo num curso de Economia, surgiu daí. Paralelamente, hoje muito agradeço à Iscte Business School as bases que me deu de números, mas o que me apaixonou foi a sensibilidade das ciências humanas, complementada com a numérica. A grande mais valia, sem duvida, a pluralidade da licenciatura. Eu diria, que nos abre a cabeça, para depois, em função dos caminhos que decidimos para nós, irmos especializando nas áreas que nos sentimos mais desafiados e que mais queremos descobrir e crescer. Mas sem essa abertura, não existiriam as escolhas. E claro, o nome e prestigio da instituição, que te abre mais portas! E sendo menos político, o ambiente e claro, as festas! Que te permitem conhecer imensa gente interessante, diferente, de bases distintas, e que te ajudam na formação de opinião e na definição de quem és tu e por onde segue o teu caminho.

Quando terminamos o curso, o sentimento presente é muito .... “e agora? Que faço? O que quero e o que não quero? Por onde segue o caminho?” Temos muitas questões, incertezas e indefinições, até inseguranças, e queremos vingar, mas não sabemos por onde direcionar, ou que devemos privilegiar ou priorizar para nós.  Para mim, eu diria que o primeiro conselho que eu teria adorado que alguém me tivessem dado seria: “tranquilo, é normal o que estás a sentir” ...não vale a pena a ansiedade... o tempo te dará as respostas. Após a formação académica, o meu principal conselho é que priorizem começar em lugares onde irão aprender, aprender e aprender e não priorizem salário, não se limitem ao nome da empresa, não foquem apenas na posição... escolham lugares que lhes permita aprender, rodeado de pessoas e bons lideres, estando num contexto em que achem que se sentirão mais felizes. Estar ciente, que o rumo que decidirem sempre tem de ir de acordo com o coração (o que nos faz feliz) e que o racional acha que é o melhor (aprender e sair da zona de conforto), seja no setor de atividade, funções, evoluções, etc. E ter o conforto que independentemente da decisão, se mais tarde, acharmos que o caminho não passa por ali, tranquilo. O tempo nos dirá se é por ali que a carreira seguirá ou não, e uma coisa é certa: só as experiências e a aprendizagem, nos irão mostrar ao longo do tempo, o que gostamos e o que não gostamos, o que queremos e não queremos de futuro. As respostas ficam mais claras com as experiências.

A América Latina do ponto de vista politico, social, cultural, humano e económico é muito diferente da Europa e de Portugal. O Brasil ainda mais! Pessoalmente, sou muito feliz aqui e não acredito que a curto, médio e até mesmo a longo prazo, volte a viver na Europa ou no limite em Portugal... só posso agradecer ao Brasil e a América Latina! embora, ame o meu país e a minha cidade (Lisboa) e onde tenho a minha família e os meus amigos.

Felizmente aqui encontrei muito mais facilidades que dificuldades. Destacaria: a língua, cultura, clima e maturidade técnica e profissional do negócio. Inicialmente mesmo com base em São Paulo, comecei com uma posição na América Latina, viajava muito por todos os países do México para Sul e o facto de ter fluência em castelhano, e claro em português ajudaram-me muito. Depois o nível de maturidade técnica e profissional no negócio em Portugal, aprendida na Europa ajudou-me muito nos objetivos macro e liderança que a empresa pretende implementar aqui do ponto de vista técnico. O clima é maravilhoso, a cultura é de muito boa receção a pessoas de fora.

As principais dificuldades, embora também seja uma facilidade, mas mais no ponto de vista desafiador, a cultura. Entender que se queremos ter sucesso pessoal e profissional fora, e numa realidade tão diferente, e no caso na América Latina e Brasil, temos de entender os hábitos, a cultura, até diria o contexto histórico cultural, que definem a vida das pessoas e as suas prioridades e o que mais e menos valorizam. É um processo. Não podemos chegar e impor algo de Portugal ou europeu, temos de sabe escutar, entender, sugerir e adaptar.

Muitas saudades da família, dos amigos, da comida e do Sporting! :)

Duarte Carvalho | Irlanda
  • Account Relationship Manager no LinkedIn
  • Dublin, Irlanda
  • Mestrado em Marketing (2013)

 

Atualmente estou a trabalhar no Linkedin (Rede Social Profissional). Trabalho como Account Executive & Territory Manager para o segmento Corporate&SMB de Talent Solutions do Linkedin Corporate Solutions.

Este trabalho é realizado diretamente com empresas em Portugal e as minhas principais responsabilidades são:

- Territory Planning and budget allocation.

- Aumentar presença de Linkedin Corporate Solutions em Portugal;

- Crescimento de faturação das soluções corporativas Linkedin em Portugal.

- Trabalhar diariamente com as empresas portuguesas no sentido de agilizar e gerir os processos de recrutamento, utilizando a base de dados de utilizadores Linkedin para esse efeito.

Desde de cedo que dei início a uma experiência internacional, quando ainda tinha 17 anos. Razão pela qual mais tarde ingressei no Mestrado em Marketing da Iscte Business School, devido ao caracter internacional, aproveitei os conhecimentos adquiridos para dar continuidade a um caminho internacional.

Após experiência numa empresa internacional em Portugal e durante um processo de candidatura internacional, apareceu ao mesmo tempo a oportunidade do Linkedin em Dublin.

Alcancei assim o meu objetivo final de ingressar numa empresa multinacional e estar em contacto com uma economia mais dinâmica, competitiva e desafiante; pontos que considero importantes numa fase inicial da vida profissional.

Durante o tempo em que estudei na Iscte Business School saliento alguns pontos que considero mais valias para o meu desempenho profissional - Participar em trabalhos de grupo com alunos de diferentes culturas. Intervir, aprender e discutir temas em Inglês, o que se tornou um treino na língua oficial de muitas empresas internacionais. Case studies e discussões de diferentes situações reais no mundo corporativo, aplicáveis mais tarde no dia-a-dia.

Ao aluno da Iscte Business School recomendo que procure uma empresa com atividade internacional, para que ao participar nos projetos, seja possível ter uma maior/melhor perceção e aprendizagem acerca de diferentes mercados e cenários económicos, além de uma porta aberta para uma possível experiência internacional. Procurem o melhor local para aprender e peçam para falar sempre com a vossa chefia direta, uma vez que desta irá depender a felicidade do vosso dia-a-dia.

Estou num contexto cultural diferente, mas na mesma situação que muitos profissionais no mercado de trabalho irlandês. A partilha de experiências com amigos de diferentes nacionalidades, mas em situações semelhantes, torna a situação mais agradável e simpática durante o período de tempo em que estão na Irlanda. As maiores dificuldades será talvez a adaptação à temperatura e a um estilo de vida menos outdoor como o que existe em Portugal.

Saudades? tenho dos amigos/família, de Lisboa e do Sol.

Filipa Paisana | Estados Unidos
  • Global Sales Operations na Oracle
  • São Francisco, California (Estados Unidos)
  • Licenciatura em Marketing (2007)
  • Mestrado em Marketing (2012)

Neste momento trabalho para a Oracle, uma gigante multinacional Americana que opera na área de tecnologia computacional. Os headquarters são na Califórnia (em Silicon Valley), onde sou responsável global por Sales Operations para a área de Demand Generation.
Trabalho com várias organizações internas na definição e execução de processos e ferramentas internas, usados pelas várias equipas de vendas da empresa.

Sempre quis explorar o mundo para lá da Península Ibérica, e com a ISCTE Business School fiz Summer School na Tailândia e Intercâmbio no Chile. Duas experiências fantásticas!
Durante os primeiros cinco anos após a licenciatura, trabalhei na área de FMCG para multinacionais em Portugal mas continuei com o “bichinho” de voltar a viver e trabalhar fora de Portugal. Queria ter uma perspetiva “macro”.
O fascínio pelo mundo das Tecnologias levou-me a Dublin, onde recomecei a minha carreira, e me juntei à Oracle, e onde vivi sete anos.
A empresa crescia rápido e, graças ao conjunto de experiências que tive durante o curso (estudos nacionais e internacionais, trabalhos de grupo, trabalhos part-time...) e às experiências de trabalho em multinacionais em Portugal, a minha ascensão foi rápida.
A minha última função em Dublin (onde a Oracle tem a sede de EMEA) já era numa organização global da empresa e o convite para vir para São Francisco integrar a equipa nos headquarters surgiu de forma natural.

A cultura norte americana é muito diferente da portuguesa. Eu diria que aqui há mais oportunidades porque há menos limitações impostas pela sociedade. Vêem-se resultados mais depressa mas também se vive uma sociedade mais individualista, onde há menos espirito de comunidade.
Os diferentes Estados têm diferentes regras e culturas, seria injusto dizer que a Califórnia representa o resto do país (não representa). Sair da zona de conforto representa sempre um desafio. Seja isso mudar de curso, de cidade, de país... acredito que crescemos imensamente durante os processos de mudança e, por essa razão, continuo a desafiar-me constantemente, a procurar mudança. Os Portugueses em geral têm boa capacidade de adaptação, resiliência e facilidade com as Línguas. Somos incríveis e temos tudo para dar certo onde quer que seja, se assim o quisermos.

Há sem dúvida dois fatores que considero distintivos na Iscte Business School: O peso dos trabalhos de grupo (que recriam o ambiente de trabalho) e as possibilidades de experiências internacionais.

E se és um recém-licenciado deves valorizar-te! Isto passa por várias coisas mas principalmente por
investires em ti para além do curso – aprende Línguas, estuda fora, envolve-te nas organizações internas, faz workshops...deves também reconheceres o valor que tens, não só pelo curso mas pelas skills pessoais que desenvolves durante o curso e durante as experiências “extra”.

Estou fora de Portugal já há bastante tempo e tenho tido a sorte de poder “regressar a casa” com muita frequência. Isso ajuda muito na gestão das saudades.
Acabo, obviamente, por ter mais saudades da minha família e amigos mas a tecnologia disponível hoje encurta bastante a distância.
Mesmo assim, às vezes tenho saudades da minha cidade, que continua a ser a minha preferida do Mundo – Lisboa.

Inês Rúbio | China
  • Senior Strategist na Ogilvy
  • Shanghai, China
  • Mestrado em Marketing (2012)

Olá! O meu nome é Inês e fui aluna do Mestrado de Marketing no Iscte em 2012. Estou a viver e trabalhar na China, e escrevo-vos do futuro (7 horas à frente, para ser mais exata).

Imaginem-se sentados numa mesa de bar, num terraço de um prédio muito alto, rodeado de outros prédios ainda maiores. Do vosso lado direito um jardim vertical pinta de verde a paisagem cinzenta. Estão agora no sétimo andar do escritório da Ogilvy em Xangai, onde trabalham mais de 600 pessoas.

Como Estratega, a minha missão é perceber pessoas e marcas – o que as pessoas querem das marcas, e o que as marcas podem dar às pessoas. Para isso é importante pesquisar, analisar e ler muito, mas é ainda mais importante desligar para pensar, observar e fazer muitas perguntas.

Numa cidade em que o tempo parece passar à velocidade de um delivery boy, é difícil desligar. O medo de piscar os olhos e estar desatualizado é real, e há tanta coisa para absorver e processar que a euforia e a frustração andam sempre de mãos dadas.

Quando estudei na Iscte Business School, o Mestrado deu-me as ferramentas que precisava para fazer a transição de gestão para uma área que precisa tanto de capacidades analíticas como de pensamento criativo. Mas foram os trabalhos de grupo que me viciaram em discutir e explorar ideias, colecionar referências e correr para acompanhar cultura.

Ao longo do meu percurso profissional percebi que queria um trabalho em que me sentisse assim, constantemente estimulada. Provavelmente, uma das razões pelas quais mudei tantas vezes de lugar e função até aterrar em Xangai como Estratega.

Se posso deixar uma nota final do futuro, é que o percurso para a realização profissional (e pessoal) raramente é linear. Com sorte, não vão precisar de mudar tantas vezes como eu até encontrar o que realmente gostam de fazer. Com mais sorte ainda, vão mudar muitas vezes, aprender muitas coisas diferentes e, quem sabe, aterrar na China.

Mafalda Biga Campanha | Espanha
  • Key Account Manager na SC Johnson
  • Madrid, Espanha
  • Licenciatura em Gestão (2010)
  • Mestrado em Marketing (2012)

 

Olá! o meu nome é Mafalda e trabalho em Grande Consumo, numa multinacional Americana. Passei pela área de Marketing e, atualmente, sou Key Account Manager no mercado espanhol.

Sou responsável pela performance global das contas sob a minha responsabilidade, nas suas diferentes variáveis.

A minha primeira experiência no mercado de trabalho foi numa multinacional de Grande Consumo, no mercado português. Foi um estágio de Verão promovido pelos Career Services da Iscte Business School. Desde esse momento, fui acumulando experiências nas áreas de Vendas e Marketing em diferentes indústrias – Automóvel, Farmacêutica e Grande Consumo.

Sempre planeie ter uma experiência internacional, no âmbito profissional antes dos 30 anos.  Essa foi a razão que me fez sair da minha zona de conforto e ‘voar’ há 3 anos para Madrid, onde tenho a sorte de trabalhar com pessoas de mais de 5 nacionalidades diferentes, num ambiente multicultural único.                                  

Sempre tive a Iscte Business School como uma escola de referência nas áreas de Gestão e Economia. Por essa razão, sempre foi a minha primeira escolha. A qualidade do corpo docente, as instalações, os serviços complementares que oferece aos seus alunos como, por exemplo, o núcleo IBS Career Services foram fundamentais para a minha formação, entrada no mercado de trabalho e desempenho atual das minhas funções em qualquer parte do mundo!

Recomendo aos atuais alunos que se apoiem nas plataformas que a Iscte Business School tem à vossa disposição, são importantes veículos para a entrada no mercado de trabalho e nunca deixem de se atualizar. O curso oferece-nos todas as ferramentas para entrar e lidar com o mercado de trabalho, de uma forma muito prática e assertiva. No entanto, a formação pessoal e profissional é um processo dinâmico e contínuo, a constante atualização é fundamental para o sucesso.

Pessoalmente tenho facilidade em adaptar-me a diferentes contextos e ambientes e a principal dificuldade em Madrid foi não ser ‘native speaker’ numa área onde ainda se valoriza muito esse ponto. A maior facilidade foi encontrar um ambiente multicultural, com diferentes culturas e nacionalidades; o que fomentou bastante o espirito de união e de equipa do grupo.

Tenho a sorte de Madrid estar a uma hora de avião de Lisboa, o que me permite apaziguar facilmente as saudades. No entanto como em Lisboa sempre vivi muito perto do mar, trocar o jogging ao lado do mar pelo Parque do Retiro não foi uma troca ganhadora!

Mathilde Farez | Chile
  • Retail Planner Nike Stores na Nike
  • Santiago, Chile
  • Licenciatura em Gestão (2015)

 Olá, sou a Mathilde Farez, uma ex-aluna da Iscte Business School. Trabalho na Nike há dois anos, e as minhas principais funções são de Retail Palnner, faço planos de vendas e, portanto, tenho de prever as futuras coleções das lojas Nike no Chile (América do Sul).

Eu cheguei à Iscte Business School através do programa de intercâmbio que existe com a KEDGE Business School da França, onde estudei durante os meus primeiros de anos de faculdade. Tenho a sorte de ser meio francesa e meio chilena e, quando terminei de estudar, sabia que não queria voltar para a França. Durante meu último ano na KEDGE, tive a oportunidade de fazer um estágio aqui no Chile, numa empresa brasileira chamada Natura, depois desse estágio, decidi ficar em Santiago, e moro aqui há 4 anos e realmente gosto da minha vida profissional.

Penso que o que mais destacaria da minha experiência na Iscte Business School seriam as minhas habilidades adquiridas na lingua inglesa. E como atualmente trabalho numa empresa americana, tenho de produzir relatórios para os EUA, e também viajar para lá e, portanto, poder explicar os nossos planos em lingua inglesa. Ter todas as aulas nesse idioma durante os meus estudos na Iscte Business School ajudou-me a aprender o vocabulário que hoje em dia uso frequentemente.

Uma dica que eu daria aos alunos que terminam as aulas na Iscte Business School seria que esperem até definir completamente o que eles querem fazer. Às vezes, a vida profissional é muito diferente do ensino universitário; portanto, reservem um tempo para experimentar outras áreas ou tipos de trabalho em estágios, talvez, para definir o que lhes interessa.

Quando cheguei ao Chile, eu já conhecia o país, mas apenas em férias, e nunca havia trabalhado aqui. A cultura sul-americana é muito diferente da europeia. Tive que me adaptar à maneira de falar (diferente do espanhol no resto da América do Sul), ao modo de agir, ao modo de trabalhar etc. Cheguei a falar espanhol fluentemente, mas não estava acostumada a usar vocabulário profissional diariamente, então era algo que eu também precisava adaptar. O que mais sinto falta de França são minha família e amigos.

Nuno Sério | Austrália
  • Account Manager na JB Hi-Fi Solutions
  • Sydney, Austrália
  • Licenciatura em Gestão (2007)
  • Mestrado em Marketing (2009)

Bom dia! O meu nome é Nuno e fui aluno da Licenciatura em Gestão na Iscte Business School de 2003 a 2007 e do Mestrado de Marketing em 2009.

Trabalho como Account Manager no segmento B2B para a maior empresa australiana – e uma das 15 maiores a nível mundial – de retalho no mercado tecnológico, a JB HiFi.

A área comercial e, mais especificamente, as interações entre empresas (B2B) sempre me fascinaram, pelo que não é com surpresa que me vejo a desempenhar funções nesta área durante os últimos 5 anos (após mudar várias vezes de localização e função).

Sem dúvida que a Iscte Business School teve um enorme impacto no rumo que tomei para a minha vida – ter a opção de estudar parte da licenciatura em lingua inglesa e interagir com estudantes estrangeiros desde o primeiro semestre de universidade exponenciaram o interesse em viajar e descobrir novas culturas.

O trabalho de equipa e a procura por criar novas soluções no mundo das novas tecnologias é fascinante e muitas vezes dou por mim a trabalhar numa sala com 4 ou mais pessoas “brainstorming” a tentar resolver um problema para um cliente e a relembrar ao mesmo tempo que há 15 anos atrás, quando estudava na Iscte Business School, tinha uma experiencia semelhante!  

Acho que o melhor conselho que posso dar a qualquer jovem aluno é: não se acomodem! Se tens um sonho ou uma vontade em particular, persegue. A vida dá muitas voltas (a minha já passou por 3 continentes!) e de certeza que em vários momentos da tua vida vais duvidar das tuas capacidades, mas é importante ser humilde e ter a destreza para parar, pensar e refazer, de forma a poder prosperar.      

Pedro Guilherme Martins | Estados Unidos
  • Associate, Equity Swaps TA na J.P. Morgan
  • Nova Iorque, Estados Unidos
  • Licenciatura em Economia (2014)

A JPMorgan Chase & Co., uma das instituições financeiras mais antigas, oferece soluções financeiras inovadoras a milhões de clientes. É um universo que vai desde as pequenas e médias empresas até às mais proeminentes instituições e clientes governamentais. A nossa história começou há mais de duzentos anos e hoje somos o líder em Banca de Investimentos, Banco de Consumo e Pequenas empresas, Banca comercial, Processamento de transações financeiras e Asset Management. Nós reconhecemos que as pessoas são a nossa força e que a diversidade de talento, de todos os meus colegas a nível global, está diretamente ligada ao nosso sucesso.

Neste momento sou um Associate Trader Assistant, em Equity Swaps e estou localizado em Manhattan, Nova Iorque. As minhas funções principais envolvem gerir o risco adjacente a cada transação efetuada pelos nossos “trades” através do “booking” das “swaps” nos nossos sistemas internos, verificar se estamos corretamente “hedged” com cada “trade” efetuado, gerir “FX exposure” da mesa e criar uma ponte entre os traders e o serviço de clientes. A minha área lida com clientes institucionais, como outros Bancos de Investimento, Hedge Funds, Pension Funds, etc. Neste momento cubro maioritariamente o mercado LATAM (Brasil, México, Perú, Chile, Colombia e Argentina) e um pouco do mercado Norte-Americano.

Bom, eu nasci nos Estados Unidos, mas fui para Portugal quando tinha 3 anos. Quando fui visitar a minha mãe, tinha na altura 5 anos de idade, lembro-me que ela me levou a Wall Street e eu fiquei fascinado com a energia. Reza a história que eu disse: “um dia vou trabalhar aqui”, mas honestamente não me recordo dessa parte.

Avançando uns anos, na altura estava a meio do Mestrado de Finanças na Iscte Business School quando a minha família começou a passar por dificuldades financeiras. Eu olhei para as perspetivas que tinha dentro de Portugal e para algumas ofertas de emprego que tive e achei que não era viável ficar em Portugal, tanto a nível financeiro como a nível profissional e pessoal. Penso que há uma altura, na vida de cada um de nós, em que se instala um anseio de ter sucesso e ir de mais além. A minha vontade de singrar foi sempre bem visível, mas o empurrão inicial foram mesmo as dificuldades que estávamos a passar como família.

Então decidi meter a mochila às costas, deixar o Mestrado para trás e ir para Inglaterra tentar a minha sorte. Honestamente os primeiros 4 meses não correram nada bem. Inicialmente escolhi ir para Londres, mas não consegui encontrar trabalho na área, e quando o dinheiro chegou ao fim, o máximo que consegui arranjar foi um trabalho a servir bebidas num casino. Foi nessa altura que o meu tio me ligou. Ele morava em Dorchester, uma cidade a 4 horas de Londres, e disse-me para ficar com ele até conseguir algo mais palpável. Na altura não pude deixar de sentir um sabor amargo a derrota ao sair de Londres, mas hoje percebo, e fazendo referência ao meu tio, que foi mais uma retirada estratégica.

A JPMorgan, tem uma sede em Bournemouth, a cerca de 45 mins de Dorchester, e concorri para lá. Fui aceite e comecei como temporário. A partir daí foi tentar identificar o que faltava, que processos podiam ser melhorados, aprender os sistemas e tornar-me essencial no meu trabalho. Passadas três semanas, foi-me oferecida uma posição permanente na empresa. Notei que existiam possibilidades de automatização, mas nunca aprendi a codificar. Fui apresentado a alguém dentro da empresa que sabia e pedi-lhe alguns dos códigos que ele tinha feito e fui experimentando até atingir o que queria. Quando completei dois anos na empresa, a equipa onde estava tinha cobertura 24 horas/dia, espalhada por EMEA, APAC e NA, e uns dos managers de NA veio ter um treino em Bournemouth e perguntou-me se podia ver como eu trabalhava. Quando ele acabou a estadia perguntou-me se estaria interessado em ir para Nova Iorque, e passados 4 meses fez-me uma proposta oficial. Como sempre quis voltar ao país onde nasci, e embora fosse uma das decisões mais difíceis que tive que tomar tendo em conta que tinha uma vida estável, aceitei a proposta. Percebi que nunca me iria perdoar se dissesse que não e sabia que iria ter mais oportunidades vindo para cá.

Ao fim de dois anos e meio em Inglaterra passei por um total de 3 equipas para melhorar processos, para além de fazer as tarefas diárias.

Na Iscte Business School tive a sorte de ter professores que sentiam paixão por ensinar e gosto pelo que ensinavam e isso foi uma excelente base para me motivar a querer sempre mais até chegar ao ponto em que estou feliz com o que faço. Tenho que destacar o Professor Henrique Monteiro, que sempre se lembrava do meu nome mesmo tendo 100 ou mais alunos por semestre e a Professora Sofia Vale; ambos ensinavam com muito gosto e tanto Micro como Macroeconomia foram essenciais para mim. Acho que uma das aulas mais importantes, e que realmente contribuiu bastante para eu atingir o que atingi, foi “Políticas de Competitividade e Coesão”, com o Professor Ricardo Mamede. O esforço que ele fez para instaurar o pensamento crítico e a cultura do “porquê” foi determinante no meu “mindset”, e no sucesso que tenho tido no meu percurso profissional. O porquê de determinados processos ou sistemas e a capacidade de pensar em como podemos fazer melhor foi determinante para o meu futuro dentro da empresa. Só gostaria também de referir o professor José Dias Curto que tinha o dom de fazer com que “Métodos Quantitativos” parecessem uma matéria simples; tinha sempre aulas super dinâmicas e sempre se disponibilizou e esforçou para que cada aluno se superasse.

Talvez seja uma opinião impopular, mas também devo muito aos eventos do ISCTE. Especialmente à Associação de Estudantes onde estive por dois anos a ajudar a organizar festas e eventos de convívio. Penso que se não tivesse estado tão presente não me sentiria tão à vontade para fazer “networking”, a relacionar-me com outras pessoas e a criar boas amizades. Em Nova Iorque, quando sais para eventos tens banqueiros, advogados, médicos, empresários, atores, etc., pessoas que podem criar oportunidades enormes para ti e se não tiveres capacidade de socialização, pela minha experiência, estás em desvantagem competitiva. A capacidade de criar empatia e conectar-te com outras pessoas é essencial na maior parte das carreiras e a maneira como, pessoalmente, mais me desenvolvi nessa área foi fazendo parte da Associação e estando presente em eventos.

Conselhos para os atuais alunos da Iscte Business School: acredita em ti, mesmo que ninguém o faça ou estejas a passar por um momento difícil. Eu sempre disse que queria ir mais longe, mas posso contar pelos dedos as pessoas que acreditaram que, sem sombra de dúvida, isso iria acontecer. Vão existir momentos na tua vida em que ninguém vai acreditar que estás a dar o passo certo e é nesse momento que tens que ter mais confiança em ti, racionalmente, claro.

Faz o trabalho de casa. Ouve todas as opiniões, mas não sigas ninguém, olha os detalhes, entende as nuances e pensa onde queres estar daqui a 5/10 anos. Cria planos e delineia estratégias, procura informar-te o máximo que podes sobre os passos que queres dar e como queres dá-los.

Não tenhas medo de sonhar grande. Nem de começar pequeno. Entende o que podes trazer para a mesa e tem humildade suficiente para perceberes que às vezes é preciso “to have a foot in the door” e crescer.

Nunca apareças de mãos vazias para um problema. Mesmo que não sejas experiente tem sempre a capacidade de sugerir uma solução em vez de só apontares os problemas. Ninguém quer problemas, só soluções. “Feed the bear”.

Aproveita o percurso. É importante teres objetivos de vida, lutares por eles e não perderes o foco, mas se não conseguires aproveitar o percurso nunca vais ser feliz. Encontra hobbies ou maneiras de aliviar o stress/pressão que vives.

Em Inglaterra as principais dificuldades que senti foram: o Inglês, eu sempre falei Inglês, mas eles têm tantos sotaques que chegou uma altura que eu próprio duvidei se sabia falar o idioma; o tempo, sempre muito nublado; e a comida era mais pesada que a nossa cozinha tradicional. Facilidades foram a diversidade e abertura de pensamento; as pessoas que são super educadas e a moda no geral é muito boa.

No que toca aos Estados Unidos, nomeadamente Nova Iorque, penso que é extremamente difícil começar aqui, especialmente porque é essencial teres um bom historial de crédito. Para o simples aluguer de um apartamento, ou quarto, normalmente precisas de ter um bom Credit Score e quando chegas, ainda não tiveste hipótese de construir esse Credit Score. A nível de facilidades, penso que as pessoas são muito mais abertas, existe sempre algo de interessante para fazer e adaptei-me bem ao estilo de vida.

No entanto sinto imensas saudades da minha família, de todos os meus amigos, de Lisboa, da comida tradicional e das praias portuguesas. Ser emigrante é viver numa constante dicotomia em que nunca te sentes completo. Acho que é importante destacar isso, para que quem esteja a pensar fazê-lo esteja ciente dos riscos. És feliz a nível profissional, financeiro na maior parte das vezes e até pessoal, mas nada preenche o vazio que é deixar o teu país e as pessoas que amas.

Ricardo Rato | Macau
  • Diretor - Strategic Analysis Sands China Ltd.
  • Macau
  • Licenciatura em Gestão (2004)

Sou Diretor de Análise Estratégica na Sands China Limited, subsidiária da Las Vegas Sands, líder mundial em casinos e entretenimento.

Tinha vivido em Macau enquanto jovem e tinha alguma curiosidade em regressar. Quando acabei o curso as oportunidades que consegui em Portugal não me entusiasmaram e resolvi tentar Macau. Para além da experiência profissional, Macau tinha também o atrativo de ser uma excelente base para viagens pela Ásia.

E estou contente com a opção que fiz, desde que estou em Macau trabalhei em 4 indústrias diferentes, fundei e vendi 2 empresas, fiz um Doutoramento, e tudo isto enquanto fui conhecendo quase todos os países da região.

A maior mais valia durante o meu curso na Iscte Business School foi desenvolver confiança em mim mesmo, de que através de estudo independente e discussão com outros conseguia compreender os diferentes temas. Ainda hoje no meu trabalho tenho constantemente que estudar áreas novas e essa capacidade de ir aprendendo tem sido fundamental.

O meu conselho para um atual aluno da Iscte Business School seria para ir angariando experiências profissionais durante o curso, com voluntariados, part-times ou estágios que permitam ir tendo algum contacto com as diferentes áreas de trabalho possíveis para perceber o que te atrai, e também fazendo contactos que possam ser úteis mais tarde.

Outra sugestão é que tentes complementar a área de estudo principal com a aprendizagem de outras competências que não estejam necessariamente relacionadas, mas que te possam diferenciar como candidato. Na área onde trabalho, candidatos com competências em programação, softwares estatísticos, visualização de dados, comunicação escrita ou verbal têm uma clara vantagem sobre outros que tenham apenas a licenciatura base.

Macau é um sítio fácil para Portugueses e, portanto, não tive quaisquer dificuldades. Tenho saudades da família, dos amigos, de alguns sítios e comidas, mas felizmente vou a Portugal com frequência.

Rui Duarte | Japão
  • Maketing Manager Coffee Systems na Nestlé Japan
  • Kobe, Hyogo, Japão
  • Licenciatura em Gestão e Engenharia Industrial (2011)

 

A Nestlé é a maior Companhia de alimentação e bebidas ao nível mundial. Temos mais de 2000 marcas, globais e locais, e estamos presentes em 189 países. Inspirados pela descoberta científica do nosso fundador, Henri Nestlé, guiados pelos nossos valores e tendo a nutrição como pilar central da nossa atividade, trabalhamos lado a lado com os nossos parceiros para melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.

As minhas funções neste momento são de Marketing Manager Coffee Systems na Nestlé Japão. Tenho a responsabilidade de liderar uma equipa multi-cultural e multi-disciplinar que gere o negocio de Nescafé® Dolce Gusto® no Japao – o maior mercado da marca na Asia e o 4º maior mercado no mundo.

Comecei a trabalhar na Nestlé Portugal em 2012 como Trainee na área de Café, sendo admitido de forma permanente no inicio de 2013 como Brand Manager em Nescafé® Dolce Gusto®. Apos 4 anos de desenvolvimento e crescimento profissional em Portugal surgiu a possibilidade de viajar para a Africa do Sul para liderar o negócio de Nescafé® Dolce Gusto® naquele país e em toda a região. Apesar de ser um negócio de menor dimensão vs. Portugal foi um grande desafio em que conseguimos crescer o negócio exponencialmente. Durante esta aventura na Africa do Sul fiquei responsável também pelo lançamento da marca Starbucks® para o lar e que felizmente foi também um grande sucesso.

Em 2019 e após 3 anos na Africa do Sul recebi a proposta de ir para o Japão para liderar e fazer crescer o negocio no país.

Como podem ver, desde cedo na minha carreira fui guiado pela vontade de ter experiencias diversas em diferentes áreas do globo. Trabalhar com pessoas de diferentes culturas e conhecer diferentes mercados foi uma decisão consciente para me ajudar a crescer profissionalmente e pessoalmente.

A minha formação na Iscte Business School ajudou-me principalmente em duas áreas.

A primeira área a da ética de trabalho, onde aprendi com os anos no Iscte metodologia de trabalho, responsabilidade, gestão de tempo e saber cumprir e respeitar deadlines.

A segunda área é a ligação ao trabalho em equipa onde aprendi a lidar com diversidade das equipas de trabalho, bem como liderança de projetos e de pessoas.

Aos novos alunos da Iscte Business School deixo três conselhos que me têm guiado na minha carreira: Personal Branding – é importante desde o dia 1 termos a noção que tudo o que fazemos, tudo o que dizemos, bem como tudo o que não fazemos e não dizemos está a ser visto e interpretado pelos nossos lideres, colegas e colaboradores. Isto quer dizer que devemos aproveitar as diferentes interações para provarmos que somos respeitosos, profissionais e trabalhadores.

Confiança e oportunidades/prémios são conquistados – a confiança demora tempo para se conquistar e pouco tempo para perder. Quanto mais confiarem em nós e no nosso trabalho, mais oportunidades vão surgir.

Define os teus objetivos e os teus limites – e importante desde o inicio sabermos o que queremos retirar de cada desafio que temos e sabermos para onde queremos ir e o que queremos fazer. E ainda mais importante definirmos limites saudáveis para o nosso trabalho – número de horas de trabalho, saber dizer “não”, etc. – pois os nossos comportamentos vão fazer com que os outros respeitem os nossos limites.

Neste momento estou num contexto cultural extramente diferente. Apesar da fácil adaptação ao estilo de vida no Japão – a qualidade de vida é bastante elevada e de bastante fácil adaptação para quem vem de uma cultura europeia – a língua acaba por ser a grande barreira cultural. Adicionalmente é importante compreender que a forma de pensar e de atuar dos Japoneses e bastante diferente da nossa, o que exige que sejamos capazes de nos adaptar e ajustar para nos podermos integrar.

Saudades principalmente da família e dos amigos. Felizmente hoje em dia com todos os meios de comunicação existentes as distancias encurtam um pouco, mas acima de tudo são eles que nos fazem mais falta.

Sara Sobral | Luxemburgo
  • RM Graduate no European Investment Bank (EIB)
  • Luxemburgo
  • Mestrado em Gestão Internacional (2019)

Estou a trabalhar no Banco Europeu de Investimento (BEI), a maior instituição financeira multilateral do Mundo.

O BEI é um detido pelos Estados Membros da União Europeia e, por isso, tem uma relação muito próxima com a Comissão Europeia, de forma a ajudar à realização dos objetivos estratégicos da UE. É um Banco diferente, na medida em que não concede financiamentos, mas sim co-financia projectos específicos de forma parcial (isto é, o Banco só financia até 50% de um projeto porque o objetivo é o sector privado ou outras instituições financeiras também investirem no mesmo) e com condições mais favoráveis, devido ao custo de financiamento do Banco ser baixo por causa do seu rating AAA. Desta forma, projetos que seriam considerados de risco elevado e poderiam não ser concretizados (por exemplo, de investigação na área da saúde), conseguem avançar porque o BEI aceita mais risco que um banco comercial típico. Assim sendo, as grandes áreas de investimento do Banco são: Clima/Ambiente, Inovação, Pequenas e Médias Empresas (PMEs), Infraestrutura e Coesão.

Na minha equipa especificamente, assistimos a Comissão na análise de risco dos projetos que irão beneficiar da Garantia do European Fund for Sustainable Development (EFSD) – projetos nos países vizinhos ou em África, com foco em energia renovável, PMEs ou área de saúde.

Fiz Erasmus durante a licenciatura em Oslo e, enquanto lá estive, fiz um estágio numa start-up. Quando terminei a licenciatura, decidi que queria voltar a viver no estrangeiro ou pelo menos trabalhar algum tempo fora. Na altura, acabei por entrar num estágio de 9 meses no BNP, dos quais 3 meses seriam passados em Estocolmo – não pensei duas vezes! Acabei por ficar no BNP cerca de dois anos e meio, porque, entretanto, inscrevi-me no Mestrado em Gestão Internacional da Iscte Business School, que é em horário pós-laboral. Quando acabou a parte curricular, achei que estava na altura de voltar a procurar oportunidades no estrangeiro e fui-me candidatando a vários Graduate Programs. Acabei por entrar no do BEI e já estou no Luxemburgo desde junho de 2018.

A minha experiência no Iscte acabou por fugir um pouco à normalidade, isto é, tendo o meu Mestrado horário pós-laboral, acabei por não ter tanto contacto com alunos de outros mestrados nem com a vida da faculdade fora das aulas. No entanto, como o Mestrado em Gestão Internacional tem Professores estrangeiros de diferentes regiões do Mundo a lecionar as diferentes cadeiras e metade da minha turma também vinha de fora de Portugal, a parte da diversidade cultural e das diferentes maneiras de comunicar acaba por ser muito trabalhada. Para quem vai para fora trabalhar ou estudar, isso é bastante importante e ajuda-nos a ser mais flexíveis nesse especto.

Outro ponto relevante foi a organização necessária para conseguir conciliar o trabalho com os estudos, uma vez que tínhamos aulas quase todos os dias das 18.30-21h e ainda muitas manhãs de sábado. Sempre planifiquei as minhas semanas, mas nesta fase do mestrado foi um desafio pelos trabalhos que tínhamos, muitas vezes com prazos curtos.

Os anos de formação são bastante importantes. Não tanto pela matéria que é dada nas aulas, uma vez que grande parte não é logo aplicada na nossa vida profissional e, por isso, naturalmente acabamos por nos esquecer, mas pelo facto de nos incutir o raciocínio e lógica, que ajuda bastante na maneira como abordamos problemas depois. Por isso, o meu primeiro conselho para os atuais alunos seria mesmo ter a preocupação e investir tempo a tentar perceber realmente as coisas, fazer perguntas aos Professores ou tirar dúvidas com colegas se não estamos a acompanhar algo.

E depois, aproveitar também a vida lá fora. É importante estar com amigos, ver coisas diferentes, conhecer outros países, sair da nossa zona de conforto. Isso torna-nos mais abertos à mudança e, principalmente nos tempos que correm, isso é fundamental.

Quando cheguei ao Luxemburgo, conhecia apenas um rapaz que tinha sido meu colega no BNP, portanto vim com algum receio de não me conseguir adaptar ou de sentir que faltava alguma peça do puzzle. Acabei por me juntar ao grupo de amigos desse meu colega e achei que a única maneira de me integrar completamente era se fosse aceitando os convites que eles fizessem, ou seja, passar o máximo de tempo com eles para os conhecer. Hoje em dia, posso dizer que foi a melhor decisão que tomei. Cheguei na altura do Verão e, aproveitando a onda deles, acabei por conhecer muito do país, fui a vários eventos e acabei por conhecer outras pessoas. Não posso deixar de salientar que ajudou muito o facto de cerca de 70% da população da cidade serem estrangeiros e haverem muitos jovens como eu.

O facto de haver uma grande comunidade de Portugueses cá também dá sempre jeito, principalmente quando é preciso ir à farmácia ou hospital. Curiosamente, o meu primeiro senhorio era Português e foi sempre bastante disponível – até me ajudou a ler o contrato de arrendamento, que estava em Francês.

Havendo cá uma comunidade tão grande, acabo por não sentir muitas saudades da gastronomia ou dos doces, há várias e boas pastelarias Portuguesas na cidade. No entanto, do que sinto mais saudades é mesmo de poder ir à praia ao final do dia ou ao fim de semana. Ou até de poder beber um copo a seguir ao trabalho, a ver o rio ou o mar – aqui o rio é muito pequeno e, por isso, é pouco aproveitado. Pelo lado positivo, acabo por andar muito de bicicleta cá e aproveitar mais os jardins!

Telma Cabral | Angola
  • Diretora de Auditoria e Controlo Interno, Finibanco
  • Angola
  • Licenciatura em Finanças e Contabilidade (2011)
  • Mestrado em Business Administration (2013)

Ao recuar no tempo em que era estudante na Iscte Business School não posso deixar de ter um enorme sorriso no rosto. Destaco o ensino de excelência, a relação de proximidade que é estabelecida entre os alunos e os docentes que faz com que possamos estudar num ambiente descontraído e familiar sem nunca descurarmos do profissionalismo que uma licenciatura e mestrado exigem. A componente de trabalho em equipa é um fator muito forte e de destaque em toda a formação e é uma grande mais valia que nos prepara para os desafios no contexto empresarial. O reconhecimento empresarial é imenso, com taxas de empregabilidade quase totais e com a forte ligação dos Career Services da Business School e todas as iniciativas inerentes que garantem as melhores colocações profissionais.

Para os alunos que estão agora a terminar a sua formação no Iscte, um conselho que deixo é “Terem Foco” e definirem um objetivo claro para manterem a motivação na procura do primeiro trabalho, servindo como guia para as suas escolhas profissionais e posteriormente traçarem uma estratégia para conquistarem os objetivos e planos para o futuro.

Neste momento trabalho em Luanda, Angola, numa instituição financeira bancária, o Finibanco, pertencente ao Grupo Banco Montepio. Sou responsável pela Direcção de Auditoria e Controlo Interno. Tenho como principais responsabilidades liderar uma equipa bastante dedicada e assegurar a atividade permanente da função de auditoria interna, de forma independente e objetiva, que visa auxiliar os membros da instituição no cumprimento das suas responsabilidades e dos seus objetivos, através da utilização de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gestão de risco, controlo e governação.

Iniciei o meu percurso profissional ainda durante a licenciatura, com um estágio de verão na Caixa Geral de Depósitos. Nos anos seguintes e nos períodos de férias de verão obtive experiências como assistente comercial em instituições bancárias de referência em Portugal. Quando terminei o mestrado, ingressei a full-time numa consultora multinacional, a PwC Portugal, enquanto auditora externa, na área de serviços financeiros, onde tive a oportunidade de desenvolver alguns projetos em Angola. Quando cheguei a Angola pela primeira vez senti uma conexão imediata dada a grande ligação familiar a esta terra. E após alguns projetos temporários optei por ingressar na Ernst & Young onde tive a oportunidade de trabalhar em Luanda em projetos permanentes, também na área de auditoria a instituições financeiras. E foi o network profissional e o gosto pelo sector bancário que me levou à instituição e funções que hoje desempenho.

Quanto a esta experiência no estrangeiro, destaco que Angola é um país que eleva as experiências desafiantes diariamente, no entanto, há uma facilidade em nos ambientarmos ao país não só pelo clima tropical, mas também pela proximidade existente com a comunidade e cultura local motivada pela história e laços existentes entre os dois países. E apesar desta experiência tremendamente enriquecedora a nível pessoal e profissional, muitas são as saudades da família e amigos que se mantêm em Portugal, mas felizmente as novas tecnologias e redes sociais ajudam a diminuir essa distância.

É um/a alumnus da Iscte Business School e gostaria de partilhar o seu testemunho?

Basta contactar o departamento de Alumni Relations (Duarte Madeira) através do e-mail career-services.ibs@iscte-iul.pt ou do telefone +351 210 464 205!